A durabilidade das estruturas de concreto armado está diretamente relacionada à proteção das armaduras contra os processos de corrosão, a proteção catódica é uma das principais soluções para aumentar a durabilidade das estruturas de concreto armado.
Em ambientes agressivos, especialmente em regiões portuárias, marítimas, industriais ou sujeitas à exposição constante de agentes contaminantes, a deterioração do concreto pode comprometer a segurança, a vida útil e os custos de manutenção das estruturas.
Entre as diversas tecnologias disponíveis para recuperação estrutural, a proteção catódica se destaca como uma das soluções mais eficazes para interromper e controlar a corrosão das armaduras, proporcionando maior durabilidade às intervenções realizadas.
Como ocorre a corrosão das armaduras?

O concreto, quando novo e íntegro, possui elevada alcalinidade, criando uma camada passivante ao redor das armaduras que as protegem naturalmente contra a corrosão.
Entretanto, ao longo do tempo, mecanismos de degradação podem comprometer essa proteção, como:
- carbonatação do concreto,
- penetração de cloretos,
- infiltração de água e agentes agressivos,
- exposição a ambientes marinhos e industriais.
Quando esses agentes atingem as armaduras de aço, inicia-se um processo eletroquímico semelhante ao funcionamento de uma pilha.
Formam-se regiões anódicas e catódicas, gerando uma diferença de potencial elétrico que promove a corrosão das armaduras.
O resultado é a perda gradual da seção das armaduras, acompanhada de fissuras, desplacamentos e destacamentos do concreto de cobrimento.
O desafio dos reparos estruturais
Em muitos casos, a remoção do concreto deteriorado e a recomposição da área afetada não são suficientes para eliminar o problema.
Após o reparo, pode ocorrer o fenômeno conhecido como “ânodo incipiente” ou “efeito halo”, no qual a corrosão migra para regiões adjacentes não tratadas. Isso acontece porque permanecem no concreto teores elevados de cloretos ou zonas carbonatadas ao redor da área reparada.
Como consequência, novas manifestações patológicas surgem poucos anos após a intervenção, exigindo novos investimentos em manutenção.
O que é proteção catódica e como ela funciona?

A proteção catódica é uma técnica eletroquímica que tem como objetivo eliminar as corrosões das armaduras.
O princípio consiste em fornecer elétrons às armaduras por meio de um material mais ativo eletroquimicamente, denominado ânodo de sacrifício.
Dessa forma, o aço passa a se comportar como cátodo do sistema, interrompendo o processo corrosivo.
Na prática, o ânodo é consumido gradativamente, protegendo as armaduras ao longo do tempo e aumentando significativamente a vida útil da estrutura.
Proteção catódica galvânica com ânodos de sacrifício
Entre os sistemas disponíveis, a proteção catódica galvânica apresenta importantes vantagens para obras de recuperação estrutural.
Nesse sistema, utiliza-se um ânodo metálico, à base de uma liga zinco de alta pureza, conectado diretamente às armaduras. A diferença de potencial elétrico entre o zinco e o aço gera uma corrente elétrica sem a necessidade de fontes externas de energia.
Os principais benefícios são:
- instalação simples,
- baixa necessidade de manutenção,
- operação totalmente passiva,
- elevada confiabilidade,
- excelente custo-benefício,
- proteção contínua das áreas reparadas e adjacentes.
Tecnoshield G: solução de proteção catódica para reparos estruturais duráveis
O Tecnoshield G é um ânodo de sacrifício desenvolvido para proteção catódica galvânica em estruturas de concreto armado submetidas à corrosão causada por cloretos, carbonatação, água e outros agentes agressivos.
O sistema é composto por um núcleo de liga de zinco de alta pureza fundido em arame de aço inoxidável 304 e encapsulado em argamassa álcali ativada.
Quando conectado às armaduras, o Tecnoshield G gera uma corrente elétrica de proteção à medida que o zinco é consumido, protegendo não apenas a região do reparo, mas também áreas adjacentes suscetíveis à corrosão.
Principais aplicações
O Tecnoshield G é recomendado para:
- recuperação estrutural de concreto armado,
- obras portuárias e marítimas,
- píeres e cais,
- estruturas industriais,
- estações de tratamento de água e efluentes,
- pontes e viadutos,
- estruturas sujeitas à contaminação por cloretos,
- ambientes com elevados índices de carbonatação.
Etapas para uma intervenção eficiente

O sucesso de um sistema de proteção catódica depende de um correto diagnóstico do problema.
Antes da instalação dos ânodos, recomenda-se:
- avaliação da extensão da corrosão,
- determinação dos teores de cloretos,
- verificação da continuidade elétrica das armaduras,
- mapeamento de potenciais de corrosão, junto com a resistividade do concreto,
- identificação de fissuras e juntas,
- definição adequada da quantidade e espaçamento dos ânodos.
Após a preparação da área e a instalação dos ânodos, o reparo é concluído com os sistemas de recuperação estrutural adequados, formando uma solução integrada de proteção.
Maior durabilidade, menos manutenção
A proteção catódica é reconhecida mundialmente como uma das tecnologias mais eficientes para combater a corrosão em estruturas de concreto armado.
Quando associada a produtos de alto desempenho para recuperação estrutural, ela proporciona intervenções mais duráveis, reduz custos de manutenção e aumenta significativamente a vida útil das estruturas.
Precisa aumentar a durabilidade de estruturas afetadas pela corrosão? Entre em contato com a Tecnosil e descubra como a proteção catódica pode reduzir custos de manutenção e prolongar a vida útil do concreto armado.
(Imagens: divulgação)




